sábado, 27 de fevereiro de 2010

todo tempo é muito.

Quando se está longe, quando se espera, quando se perde.. mas o que é preciso entender é que quando se está perto, quando se conquista também.
Falar sobre tempo é delicado, pois é a única coisa que o homem não aprendeu a controlar, além de seu próprio coração... e é por isso que eu - e nem você - vou me atrever a falar que o tempo isso ou o tempo aquilo. A única certeza que temos sobre o tempo é que ele passa e jamais volta, mas podemos repetir momentos quantas vezes quisermos. Veja bem.. eu disse repetir. Reproduzir, copiar, igualar? impossível. Cada segundo é único.

Por que só quem tem câncer consegue perceber isso?

Não viva cada segundo como se fosse o último, mas como se fosse o único.

Hoje resolvi falar sobre tempo, pois ele está passando... e eu o perdi por 1 ano. Perdi porque pedi que ele passasse, mas isso ele já faz. Nunca peça a alguém, algo que faça muito bem, pois essa pessoa há de se estressar com você e fazer o contrário. É como uma criança teimosa.

Parei de exigir demais do tempo e agora ele está a meu favor. Espero que junto com ele, estejam minhas esperanças.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ventania.

Uma vida começa a ser construída de acordo com os objetivos de quem a possui e cada vez mais isso se perde. Existência não é vida, não é aproveitar cada segundo como se fosse o último. As pessoas existem e somente isso; se deixam levar pelo vento da sorte com uma pitada de 'stress' e assim deixam de perceber as flores que aparecem em seus caminhos.
Encarar um problema como exclusivo e inédito faz cada pessoa cada vez mais preocupada e o adulto volta a ser criança: requisita ajuda para caminhar, para crescer e principalmente: deixar de apenas existir e começar a viver, deixando marcados seus planos, amores, ideais. É comum esquecermos disso tudo enquanto crescemos.
O importante é lembrar de um tempo onde um vento forte te ajudava a voar e não a cair. Seria perfeito o mundo onde não se precisasse de asas para alcançar sonhos e estrelas, mas já que não estamos nele, que os ventos nos ajudem a reconquistar o que um dia ousaram levar de nós.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

as manias.

Acho curiosas as pessoas que acreditam em manias revolucionárias, sei lá, manias que dominam o globo. Como também acho as próprias um tanto intrigantes. Exemplo: aquelas mulheres que rabiscam um post-it ao falar no telefone - se o post-it/guardanapo/caderninho/papelzinho não estiver lá, só falta ela não atender.
Outra mania engraçada é a de coçar a cabeça para pensar. Quem nunca reparou, repare: seu pai sempre vai coçar a cabeça durante um memorável jogo de xadrez com aquele seu tio que é 'campeão'; e se você quiser ganhar uma mesadinha extra, aposte com o seu pai sobre a coçadinha no couro cabeludo. ( Como se a caspa do seu pai fosse ajudar a recuperar aquele bispo que está encurralado )
E aquelas pessoas que falam 'hãnglês'? haha balbuciam uns 10 'hãns' a cada frase do inglês: "I .. hãn.. want some.. hãaan.. water, please!"
Tem aqueles que em vez de falar o 'hãn', falam 'beleza', 'ok' e outras palavrinhas que você não aguenta mais ouvir.
Manias me irritam, numa boa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

relationship.

É triste ver como as pessoas andam se perdendo em relacionamentos.
Dizem 'eu te amo' num dia e 'vá com Deus' no outro. O verbo 'amar' nunca deve ser conjugado no passado: ou nunca se amou, ou se ama para sempre.
A maioria confunde amor com paixão, momento, prazer ou o simples fato de estar com alguém. Não existe querer ver uma pessoa que você ama sofrendo por não estar ao seu lado. Não existe bloquear a sua ex no msn porque ela descobriu que tá a fim de outro cara. Não existe dizer que ama alguém, se você quer ver esse alguém sofrer por você.
Amar não é possuir, amar não é desejar e - principalmente - amar não é querer ver ninguém chorar.
Não gosto quando as pessoas confundem conceitos... isso me irrita tanto...

Agora - vendo o amor se perder - eu sei o que sente um caranguejo: sempre olhando para frente, para seus objetivos, para o horizonte... e por andar de lado, nunca consegue alcançar tudo isso.

Vocês nunca irão alcançar o que querem se olharem para o defeito do outro como um erro - já que você estará cometendo o maior de todos: não saber olhar para si mesmo.
O príncipe encantado só surge para as princesas mais belas e isso não acontece a toa ;D


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ensaio sobre o tédio.

Nunca vi - em todo meu tempo de internauta - tantas pessoas reclamando do tédio simultaneamente. Tédio é aquilo que sentimos quando a vida nos sacaneia a tentar encontrar algo para fazer no meio de uma tarde em São Paulo - ou em Curitiba ( lembranças ao Phil ) - com os termômetros marcando 33 graus celsius, no meio do feriado do carnaval.
É uma sacanagem e tanto.. e assumo que o tédio ainda me persegue.
O que fazer quando o tédio invade seu computador, sua televisão e faz seu livro parecer uma bíblia escrita em braile?
desafie-o.
Desafiar o tédio é tão difícil quanto se livrar dele, mas vamos lá... faça o que realmente gosta!
Eu gosto de tirar fotos... e assim o fiz. Pode até ser que minhas fotos tenham ficado.. er.. estranhas (vide exemplo ao lado).. mas garanto que ao mostrar para seu amigo incrível de Curitiba, dará boas risadas.
Assim você mostrará ao tédio que ele pode existir, mas nunca te fazer parar sua vida para sentir um ventinho bater na sua cara. Esse ventinho será o tapa da vitória, a bandeira xadrez, o fim da competição, o grito do Galvão Bueno... ok. Vocês já entenderam.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

aos solitários.

Hoje, 14 de fevereiro, é o dia de São Valentim, também conhecido pelos norte-americanos como o Valentine's Day.
Sei que não sou a única a passar esse dia especial sozinha, não sou a única a esperar uma simples rosa ou um simples cumprimento. Por isso escrevo aqui hoje que não é preciso se preocupar.
Os solitários, meus caros, são muito mais valiosos do que os que têm alguém ao lado. Isso porque solitários - assim como se diz na linguagem das jóias - mostram seu brilho de maneira muito mais simples!
O que seria de um solitário se não fosse seu desejo de amar? Solidão é a principal porta para o romantismo, mas confesso que é uma porta um tanto dolorida - se é que é possível dizer uma coisa dessas de uma simples porta. O que quero dizer é que não é fácil sentir-se sozinho em Valentine's Day.. mas faça de seu brilho interior e sua força seus valentines (:
Você não precisa e nunca precisará de uma outra pessoa para reconhecer o que tem de maravilhoso dentro de você! Levante a cabeça e finja que o Johnny Depp só não te mandou flores porque está em Paris ;D

sábado, 13 de fevereiro de 2010

a vida é um quebra-cabeça.

Os quebra-cabeças são um ótimo exemplo para o que acontece em nossas vidas. Muitas vezes ele não está completo e a ausência de uma única peça irrita profundamente aquele que o constrói.
Procura-se essa peça por todos os mínimos cantos, mas um quarto parece gigante quando se procura uma peça de uns 2 centímetros. A unica maneira de esconder o buraco no quebra-cabeça é dar um jeito de reproduzir a peça que falta de uma maneira tosca e imperfeita.
Sucesso? não. Ninguém percebe quando vê seu lindo quebra-cabeça de longe, mas sua mente insiste em pensar no que acontece com aquela pecinha que falta... pode estar completo, mas seu quebra-cabeça jamais será perfeito.
Assim é com a vida... só nota o que te incomoda em você mesmo, aquele que está ali... ao seu lado... perto de você pra ver que a peça caiu no chão. E essa pessoa vai te ajudar a procurar o que falta na sua vida, tornando-se a última peça do mais perfeito quebra-cabeça.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

personificando o violão.

Não são mãos delicadas as que acariciam o instrumento, mas posso lhes garantir que são no mínimo cuidadosas. O violão é um corpo onde se toca com o máximo do pudor e do respeito; é o único homem em que se confia cegamente, o único homem que te cerra os olhos e te faz divagar pelos mais belos campos...
O mais incrível do violão é poder machucá-lo sem medo. Arranha-se as cordas, apalpa-se o braço, abraça-se o corpo com segurança e o seu senhor ao menos reclama, pois se chora, chora com uma graça tipicamente brasileira. Aos que amam um violão, saibam que os compreendo.
Saber amar um violão é o mais belo desafio de um músico. Não só com o violão, mas não citarei outro instrumento senão esse, já que é dele que usufruo em meus momentos mais... silenciosos. Enfim, voltando ao assunto, saber amar um violão é saber olhar em seus olhos sem os ver... é saber sentir falta dos dedos correndo pelas tantas casas que ele comporta e o principal:
é saber que ele confia em você... em mais ninguém.
e é por esse motivo, meus caros, que é tão difícil tocar uma música que seja num violão de outra pessoa. O violão do 'fulano' não confia em você, e jamais confiará.
Seu violão é seu melhor amigo, saiba disso.

o meu olhar.

De forma curiosa, as coisas aparecem em nossas vidas. Assim foi comigo. Eu sempre pensei ser uma garota sem talento, ou pelo menos com as artes reprimidas e acuadas dentro de mim, como se meu maior predador fosse eu mesma. Eu tinha medo de ser artista, tinha medo de não reconhecerem meu valor e por isso, sempre amei minha arte, mas fui muito modesta e cuidadosa ao exibí-la.
Fiquei em dúvida: seria minha arte a música? o desenho? ou minha arte era ser uma adolescente vaidosa?
descobri que - além de tudo isso - eu ainda tinha um privilégio.
poucos têm o que eu tenho, meus caros: um olhar minimalista e delicado que em vez de ver o todo, enxerga em primeiro plano as coisas simples da vida. Maior arte não existe...
e canalizei essa visão para uma capiciosa missão: ser fotógrafa.
Há aqueles que se realçam por ter um olhar de mar, os que têm olhares profundos... o meu olhar é diferente, eu juro. É um olhar de vidro: além de ser único quando colocado por trás de uma lente, é um olhar que se quebra facilmente e é por isso que eu tomo o máximo cuidado me orgulhando do que faço.
Pode até ser que minhas fotos sejam apenas o princípio de uma carreira, mas para mim são as melhores que eu já vi. Sabem por quê?

...

porque eu descobri o que realmente amo fazer (:


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

a ideia.


Paulo Leminksi sempre me surpreendeu em sua maneira de escrever. Simples e profunda, interessante e até cômica.
Algo me chamou a atenção enquanto lia alguns de seus poemas: passei por uma página simples, onde havia centralizada a palavra "Perhappiness". Me peguei em um momento básico de reflexão... poxa! Ninguém no mundo é 100% feliz; sempre há um 'talvez' na felicidade dos outros - digo, dos outros porque a minha é garantida.
o 'talvez' que diz "talvez sairei com meus amigos pra rir hoje a noite - prefiro ver a novela das 8."
no entanto, o 'talvez' que diz "talvez você não saiba o que está perdendo" também pode ter razão, sabia?
e é por isso que escrevo: porque acho que meu momento de duvidar da felicidade acabou.

o título.


Less Perhappiness. Um trocadilho incomum da língua inglesa que nos permite refletir bastante, não?
Abaixo a incerteza de felicidade, meus caros. Uma pessoa tem - todas elas, na verdade - o direito e o dever de ser feliz da maneira que julga "correta". Seja ela através de um sorriso, um gesto, uma palavra, uma boa grana, uma ilha no caribe, um sonho, um desejo.
Sou feliz porque gosto das coisas mais simples da vida, porque sonho alto. E sonhar alto não é só tirar os pés no chão... é ter a certeza de que algo se irá alcançar. Quanto mais alto o sonho, maior a esperança de alcançá-lo um dia... e então as portas se abrem.
Me diga então - o que te faz feliz?