segunda-feira, 26 de julho de 2010

I'm only afraid of losing you.

Pela primeira vez, tenho medo de dar errado antes mesmo de tudo acontecer.
Não vou usar palavras rebuscadas, não vou tentar fazer isso parecer fictício por meio de metáforas mirabolantes... hoje eu quero ser crua e verdadeira.
Eu nunca tinha ouvido falar de coração antes de conhecê-lo. Era tudo novo, estava mudando o que tinha dentro de mim só para poder me doar para ele. E então tudo aconteceu... tive semanas lindas, mas tudo foi estragado por orgulho, por falsidade, por lágrimas.
É tão mais fácil tudo dar errado de novo... não sei por que estou tentando. Estamos tão distantes, mas nossas mentes estão tão próximas e isso é tão perigoso... eu sinto medo, eu sinto insegurança. Curioso também é o fato de eu buscar pelo seu abraço quando me sinto assim, no entanto, sei que não o tenho... nunca o tive e TALVEZ um dia poderei ter.
Eu deveria me dar valor, eu deveria arriscar uma vez só para entender como meu coração funciona quando gosta de verdade de uma pessoa que tem capacidade de me fazer feliz.
Acontece que eu não deixo, por ser tola... confusa... indecisa... diferente.
minha mente é absurda, é um labirinto e eu não quero que se perca nele... quero que esteja sempre caminhando pelos jardins da minha vida, mas minha mente não vale a pena, querido... mesmo dizendo que é adorável.
Me cabe agora decidir se vou continuar sendo estupidamente boba ou se vou permitir que meus pés suportem pisar um chão que nunca conheci... talvez a decisão esteja feita... só peço para que aos poucos eu perca esse medo de tentar... que o passado não seja apagado tão amargamente, mas que eu possa deslanchar sem que lembranças me sufoquem.
Que eu não tenha medo, céus, de tentar estar feliz por ter conhecido você.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

fallen.

Ondulações de voz, de corpo, da mente. Tudo vira um vai e vem de sonhos e conquistas... quando se está apaixonado.
Vento, brisa, sopro... qualquer resto de ar te guia a qualquer lugar, te leva a caminhos talvez já percorridos, mas você - embriagado do elixir amoroso, besta - finge que é tudo novo... que tudo te surpreende.
Cair nos mesmos erros pela inúmera vez não é problema para você, porque você não os enxerga - olhos vendados pelos mais sutis dedos de idealização.
São mais de sete mares na global paixão.. o outro é mais do que um tesouro enterrado.
O Outro merece sempre o O maiúsculo, ele é o X. Porque a alegria do pirata começa ao ver o X no mapa... a determinação começa ali... a busca só vai terminar se houver aquele X.
Estar apaixonado é crescer dentro de si mesmo... é apaixonar-se, antes de tudo, pelo que sente... é ver no outro, o brilho dos próprios olhos. É entender que algo pulsa dentro de você, é ter o coração imbuído por sentimentos alheios. É a única maneira de negar a aritmética e multiplicar enquanto divide. É a melhor maneira de estar bem consigo mesmo.
E é por isso, caros leitores, que quem não se valoriza não se apaixona.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

carta de demissão.

Tudo que eu queria agora era poder fingir que você ainda está longe, supor que você fosse jamais voltar, não ter de fitá-lo nos olhos outra vez.
Sua passagem pela minha vida foi-se como em cinzas de cigarro... ardendo, esvaindo-se, morrendo. Estranho hoje, depois de tanto tempo, poder dizer que você não existe mais... infinitamente e somente isso: estranho. É como se eu não precisasse mais do seu sorriso, mas não desejasse lágrima alguma sua. Ainda o amo, mas não preciso vê-lo... talvez agora, o ame de verdade.
Há alguns sóis e luas, a única coisa que eu desejava era pisar no mesmo chão que você... sendo que agora, nada disso faz sentido... não quero mais. Ridículo.
Ridículo esse sentimento, ridículo, porém, querer negá-lo diante de tudo que passei. Devia ao menos ter feito tudo aquilo valer.
Sabe o único fim produtivo de ter conhecido você? Aprendido que ninguém merece cometer este erro, ninguém merece chorar tanto, ninguém merece se apaixonar pelo mel dos seus olhos sem poder se defender... é mel que ameaça, é mel que sustenta uma relação que não existe.
Já cumpriu seu dever, já participou da minha vida. Ainda estarei aqui quando decidir que valho alguma coisa, mas...

... Sabe o que eu dizia a você sobre como eu sentia sua falta? Pois bem. Esqueça. Pegue seus pertences dentro do meu coração; está demitido.