terça-feira, 28 de setembro de 2010

agulha.

"Desejo que todos no mundo possam ter a sorte que tivemos: a de encontrar outra agulha neste imenso palheiro."

Agulha. A.gu.lha. Do latim, acuculus. Pontiaguda ameaça aos corações inflados dos pulmões aflitos do mundo. Semântica e propriamente considerada - nada mais, nada menos (que) - uma hastezinha de aço ou metal aguçada numa ponta e perfurada na outra, utilizada para diversas funções: a mais comum e óbvia delas é a de costurar, fazer com que uma linha capilar preencha um rombo qualquer. Já tocaste uma agulha, leitor?
"Difícil enxergar o pequeno furo pelo qual passa a linha."
"Difícil não confundir os lados quando os dedos a buscam pela penumbra da caixa de costura."
Pois bem. Tenho em minhas mãos o mais precioso instrumento, bem colocado como uma agulha em minha vida. Por muitas vezes pensei que pudesse ser apenas um fio de palha bem resistente, que por ventura pudesse ser confundido. Descobri que não.
Trago comigo o medo de ferir-me e o medo de deixá-la esmigalhar no monte de feno no qual estou languidamente repousando. Nunca soube bem fazer uso das agulhas... mas aprendi sem querer.
Aprendi a ser acariciada pelo toque ardido delas, aprendi a fornecer a elas uma linha mais precisa, aprendi a não submetê-las a força alguma a fim de testá-las... e assim o rombo de minha vida foi se preenchendo, de forma que se eu, um dia, viesse a cair, seria amortecida primeiro pelo peso de uma simples e singular agulha... e não pela palha macia que trago nas profundezas das minhas considerações sociais.
Se hoje posso dizer que sou agulha, sinto-me feliz. E, se sou agulha, tenho por que:

trouxeram-me o mais belo Fio de ouro e me designaram função.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

água doce.

O sussurrar salino penetrava os ouvidos daquela criaturinha - não sei seu nome; mas pelo que há através dos olhos açucarados de céu, acho justo que se chame Dulce. - radiante, inquieta...
mínimos grãos de areia aproveitavam estar sob pés delicadamente nudos para passear entre pequenos trotes e contentes se deixavam levar. Adônis acariciava os caracóis lourinhos a saltitar sobre os ombros já rubros da tarde ensolarada e Dulce corria, corria como se o mar fosse abraçá-la - e iria.
Ia chegando perto da água, que indecisa bailava calma, tal qual criança dividida entre doce e mãe. Os dedos pequenos faziam força na alça plástica de um baldinho, responsável por construir um ou outro sonho de princesa da pequena Dulce, mas logo foram se soltando ao passo que sentiu a areia ceder-lhe uma pegada... estava chegando cada vez mais perto das ondas. Largou tudo.
De cócoras pôde sentir a emoção do mar em revê-la. "Lágrimas, são tantas!" - pensava. Choroso, envolveu a pequenina e se misturou aos olhos dela.
Dulce abriu os braços, as pernas e deitou-se ao embalo das ondas. Essa é sim, a verdadeira estrela do mar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dissertação.

proposta: Exponha, numa dissertação, suas ideias sobre algumas das principais "afecções" do comportamento humano.

O homem traz consigo mecanismos de controle pessoal, tais como a temperança, a sobriedade e a castidade. Quando esses mecanismos falham no comportamento humano, surgem as afecções.
Segundo o filósofo Baruch Spinosa, o homem pende para situações de desejo extremo ou amor por determinada partícula da vida material, desviando-se de um caminho sublime e correto. Spinosa cita a luxúria, a embriaguez, a lubricidade, a avareza e a ambição como os principais afetos humanos, mas sabe-se que atualmente, no século XXI, os conceitos desses são cosideravelmente diferentes e até ocorre o surgimento de novos. É como ocorre com a luxúria, anteriormente vista como desejo ou vontade extrema da busca por alimento, gula. Já hoje, encontra-se "luxúria" como sinônimo da lubricidade citada por Spinosa, relacionada ao desejo sexual.
A variação das definições de cada afecção (popularmente conhecidas por "pecados capitais") se deve às transformações do mundo, que influenciam o pensamento do ser e, consequentemente, sua maneira de agir diante do que é profano. A partir desse ponto de vista, pode-se concluir que a coerência das palavras puramente racionais de Baruch Spinosa depende da visão ampla de cada ser humano, mesmo que a modernidade e o crescimento do mundo tenham trazido ventos de novos vícios e paixões.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

reflexão interna em nonsense.

Tentei mirar por detrás de minhas profundas pupilas a fim de encontrar alguma lágrima de Mim. É tanto pranto derramado nas mãos, nos travesseiros, na face translúcida que já não calculo quanto de Mim perdi.
A cada vez que choro percebo cor de meu olhar se esvaindo, o sangue - que antes corria por entre os venosos campos - caminhando sem rumo... somente da luz não digo o mesmo. Minha luz jamais se foi, a tenho e transbordo. Unge-me o coronário trazendo esperança, apontando o pedaço de Mim que me falta.
Falta de Mim. Falta de meus dedos carinhosos roçando as seis macias cordas do violão, falta dos sorrisos, falta de meu bailar toda vez que trazia um vestido longo ao peito, falta de meus sonhos cromáticos, falta de minhas tardes de vento.
Encontro cacos de Li por toda parte. Por desilusões? Por dúvidas?
Traz-me, meu anjo terno por quem tanto clamo, traz-me o cálice no qual beberei do arco-íris. Traz-me o pão do qual aproveitarei amor. Traz-me tuas asas... e limpa meus temores.
Confio em ti, tão adorado anjo. Adorado - e distante - anjo...
anjo que unge-me o coronário trazendo esperança, apontando o pedaço de Mim que me falta: o pedaço de ti que falta em Mim.




~ ao meu coração, que vaga há tempos por terras que desconheço. ~

sábado, 21 de agosto de 2010

before&after.

O mármore vibrava em toques espaçados causados pelo salto envernizado trazido aos pés dela. Num único desses espaços, pôde enxergar tudo o que queria naquele momento. Paralizada, admirava os movimentos do rapaz que estava procurando por ela... estava logo ali, bastava-lhe que desse dois passos para estar ao lado dele, mas preferiu deixar com que a imagem se dissolvesse por uma lágrima de emoção. Os cabelos dançavam de um lado para o outro, enquanto ele procurava atentamente por uma mancebinha de cabelos arruivados. Era lindo procurando por ela, mas só precisava se virar para que viesse a encontrá-la.
Tal garota clamou pelo nome do rapaz e ele se virou... e pronto: o coração sofreu segmentação holoblástica desigual. Como ousava ele tomar tão grande espaço de um coração que já tinha dono?
O ambiente parou e em poucos segundos só haviam eles três: coração dele, coração dela e o mármore... este último transpirando por debaixo do salto e do all star.
Cria-se, então, uma atmosfera nostálgica dos tempos em que ambos sentiam vontade de se abraçar e não conseguiam realizá-lo por mais de três segundos. A nostalgia se quebrou com um enlace de consideráveis segundos extras, onde ela seguramente pôde duvidar da realidade.
Se o amava? Não é possível determinar... mas o olhou de forma singularmente pura - e ele sentiu.
O mármore vibrava em pulsos espaçados causados pelo coração trazido ao peito dela. Num único desses espaços, pôde sentir tudo o que queria naquele momento.


... e era ele o que ela queria.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

inner fire.

Consumia em rubro ardor a cabeleira ruiva posta sobre as sofridas toras. A seiva borbulhante não mais aguentava manter-se presa ao lenho que berrava em estalos de calor, escapando pelas extremidades e pingando viscosa no esbranquiçado das cinzas de uma prévia noite aquecida pela fogueira. Entregues, os gravetos cedem ao leito e vê-se a degradação lenta dos finos ramos da madeira.
E o fogo subia transformando, consumindo, bebendo das mutiladas árvores que antes dançavam e transpiravam o sereno das noites na aldeia.
Esvoaçando faceiras, as pequeninas partículas de fuligem salpicavam o ar de magia e os olhos de tudo que tinha vida lacrimejavam da mais pura emoção. Mesmo assim era possível sentir o óculo arenoso, ardente, incômodo, de forma que só cobertos sanava-se a dor. Ninguém o fez. Folhas, bichos, índios, natureza. Ninguém tampou os olhos... para que se visse a beleza do fogo até a última chama a suspirar na madrugada.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

I'm only afraid of losing you.

Pela primeira vez, tenho medo de dar errado antes mesmo de tudo acontecer.
Não vou usar palavras rebuscadas, não vou tentar fazer isso parecer fictício por meio de metáforas mirabolantes... hoje eu quero ser crua e verdadeira.
Eu nunca tinha ouvido falar de coração antes de conhecê-lo. Era tudo novo, estava mudando o que tinha dentro de mim só para poder me doar para ele. E então tudo aconteceu... tive semanas lindas, mas tudo foi estragado por orgulho, por falsidade, por lágrimas.
É tão mais fácil tudo dar errado de novo... não sei por que estou tentando. Estamos tão distantes, mas nossas mentes estão tão próximas e isso é tão perigoso... eu sinto medo, eu sinto insegurança. Curioso também é o fato de eu buscar pelo seu abraço quando me sinto assim, no entanto, sei que não o tenho... nunca o tive e TALVEZ um dia poderei ter.
Eu deveria me dar valor, eu deveria arriscar uma vez só para entender como meu coração funciona quando gosta de verdade de uma pessoa que tem capacidade de me fazer feliz.
Acontece que eu não deixo, por ser tola... confusa... indecisa... diferente.
minha mente é absurda, é um labirinto e eu não quero que se perca nele... quero que esteja sempre caminhando pelos jardins da minha vida, mas minha mente não vale a pena, querido... mesmo dizendo que é adorável.
Me cabe agora decidir se vou continuar sendo estupidamente boba ou se vou permitir que meus pés suportem pisar um chão que nunca conheci... talvez a decisão esteja feita... só peço para que aos poucos eu perca esse medo de tentar... que o passado não seja apagado tão amargamente, mas que eu possa deslanchar sem que lembranças me sufoquem.
Que eu não tenha medo, céus, de tentar estar feliz por ter conhecido você.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

fallen.

Ondulações de voz, de corpo, da mente. Tudo vira um vai e vem de sonhos e conquistas... quando se está apaixonado.
Vento, brisa, sopro... qualquer resto de ar te guia a qualquer lugar, te leva a caminhos talvez já percorridos, mas você - embriagado do elixir amoroso, besta - finge que é tudo novo... que tudo te surpreende.
Cair nos mesmos erros pela inúmera vez não é problema para você, porque você não os enxerga - olhos vendados pelos mais sutis dedos de idealização.
São mais de sete mares na global paixão.. o outro é mais do que um tesouro enterrado.
O Outro merece sempre o O maiúsculo, ele é o X. Porque a alegria do pirata começa ao ver o X no mapa... a determinação começa ali... a busca só vai terminar se houver aquele X.
Estar apaixonado é crescer dentro de si mesmo... é apaixonar-se, antes de tudo, pelo que sente... é ver no outro, o brilho dos próprios olhos. É entender que algo pulsa dentro de você, é ter o coração imbuído por sentimentos alheios. É a única maneira de negar a aritmética e multiplicar enquanto divide. É a melhor maneira de estar bem consigo mesmo.
E é por isso, caros leitores, que quem não se valoriza não se apaixona.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

carta de demissão.

Tudo que eu queria agora era poder fingir que você ainda está longe, supor que você fosse jamais voltar, não ter de fitá-lo nos olhos outra vez.
Sua passagem pela minha vida foi-se como em cinzas de cigarro... ardendo, esvaindo-se, morrendo. Estranho hoje, depois de tanto tempo, poder dizer que você não existe mais... infinitamente e somente isso: estranho. É como se eu não precisasse mais do seu sorriso, mas não desejasse lágrima alguma sua. Ainda o amo, mas não preciso vê-lo... talvez agora, o ame de verdade.
Há alguns sóis e luas, a única coisa que eu desejava era pisar no mesmo chão que você... sendo que agora, nada disso faz sentido... não quero mais. Ridículo.
Ridículo esse sentimento, ridículo, porém, querer negá-lo diante de tudo que passei. Devia ao menos ter feito tudo aquilo valer.
Sabe o único fim produtivo de ter conhecido você? Aprendido que ninguém merece cometer este erro, ninguém merece chorar tanto, ninguém merece se apaixonar pelo mel dos seus olhos sem poder se defender... é mel que ameaça, é mel que sustenta uma relação que não existe.
Já cumpriu seu dever, já participou da minha vida. Ainda estarei aqui quando decidir que valho alguma coisa, mas...

... Sabe o que eu dizia a você sobre como eu sentia sua falta? Pois bem. Esqueça. Pegue seus pertences dentro do meu coração; está demitido.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

constatação.

Estou postando novamente hoje, mas não trago uma narração, caros leitores.
Lendo meus posts antigos, como o "sobre a felicidade" do mês de Abril, percebi que buscava por alguém que fosse igual a mim, alguém que me desse valor e que não pertencesse a um mundo "hipócrita, materialista e superficial"... sem ter percebido que essa pessoa falava comigo todos os dias e me punha num pedestal de qualidades, pronto para me reeguer se eu viesse a tombar.
Eu era um pássaro pronto a cair de um ninho e ele me deu asas.
Asas aplumadas de um anjo. Asas que só elas.
A paixão pela noite surgiu; não é mais o meu momento de dor... nunca sorri tanto por paixão em toda a minha vida.
Fiquem tranqüilos. Dentro de mim, há um enorme sopro de ventos capazes de me guiar pelo caminho da felicidade.

Ulular.

O vento soprava translúcido na noite de forma que os pêlos bailassem, refletindo um prateado que não se sabia de onde vinha. O focinho de um couro respingado apontava o norte da bússola de emoções, contudo, faltava-lhe uma figura. Negros os olhos, úmidos derretiam flocos de neve do álgido auge do inverno. Hirtos, os olhos e os membros. Cauda longa a repousar, contornando patas macias. Estava na hora.
Assoma em meio às nuances do índigo, que batalhavam para roubar-lhe o espaço, o augusto e círio astro. E leva o inerte animal a confundir-se, a perder-se nas vias do pensamento quando aquele resolve cuidar um pouco da vaidade e pede emprestado o espelho do céu.
E o lobo uivou para a lua que via, desagregando o extremo do penhasco. Só não me pergunte se mirou ao céu ou se angulou as costas ao mar.

domingo, 27 de junho de 2010

esplendor.

A garotinha tinha crescido o suficiente para que não se iludisse mais. Resolveu manter-se ali, estática, os olhos loucos à procura de um brilho que naturalmente possuíam... e ela não sabia. O firmamento, cansado de ser mirado daquela forma, fora-se apagando entre brumas e um marrom sujo de desencontro para com o olhar da menina. Mas alguém não desistiu dela... alguém esteve lá, também na estaticidade, e manteve-se lá, e não quis sair. Ebúrneo como só ele, o satélite.
As pernas iam fatigando-se pouco a pouco, forçando o rubro tecido a farfalhar até que encontrasse o chão. Sentou-se a garota a encarar a lua, lembrando-se de quando fora chamada de 'estrelinha'. A alcunha jamais a remeteu ao brilho que poderia carregar consigo, mas ao fato de ser exímia companheira da lua.
Abraçada pela emoção de sentir-se cheia de luz, deixou que um sorriso fosse tatuado em seu coração. A estrela d'alva não parecia mais tão próxima daquele imenso ponto de luz no céu... e conseqüentemente as mãos da garota não mais buscavam o coração de um ou outro rapaz que tenha derramado-lhe uma lágrima. Buscavam sorrisos, buscavam olhares, buscavam encontros.
Encontros que por mais dignos de perfeição que pudessem ser, sempre terminariam por incompletos... ao menos uma conclusão chega à mente da menina: os olhos do homem que segurava suas mãos de veludo não buscavam apenas por uma estrela. A garota agora era mais do que isso... era uma lua que resistia às brumas de um coração partido, ao marrom sujo de mentiras. Era uma lua que, com todo seu esplendor, abria os braços para receber mais um apaixonado.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

além da lenda.

E lá estava a moça, vestida da mais pura seda branca, em sua cadeira de vime. A cadeira de vime, num alpendre.. e o alpendre a rangir na montanha. Nada mais frio do que esta noite, estejam certos. Cega de destinos, a ninfa já adotava a solidão e a madrugada como companheiras, contentando-se apenas com o lago de estrelas que podia mirar com serenidade.
Noite uma que sobe uma fumaça ao alpendre e a garota vai se certificar em passos silenciosos de que não haviam lhe posto fogo nas toras do alpendre, quando percebe que um círculo de fogo forma-se aos pés da montanha. Que criatura mística, dourada das chamas, diferente era aquela? - pensava.
O ser saltava por entre os lobos e as coníferas que o círculo de fogo abrangia, e por vezes cedia o ombro à uma águia ou outra que decidia disputar olhares com ele. A ave, de certo, perdia o duelo e punha-se a pairar novamente pelos céus.
A bela mulher tinha vista cansada... a paisagem das montanhas jamais havia mudado como naquela noite. Apaixonou-se pela brincadeira entre o homem e os animais, o fogo e a floresta. Desceu para contemplar o rito tão rústico; e o rapaz - com seus cabelos longos, o ouro na pele, nos olhos e rubi nos lábios - perguntou gentilmente se era digno de tanto clarão:
"Senhorita de imensa luz, que vens fazer ao mundo dos reles mortais?"
Sorrindo e trazendo todo o brilho estelar para si, respondeu ela calmamente:
"Áureo rapaz, de que mais preciso se não de tuas chamas a cessarem minhas gélidas noites solitárias? Só reluzo por tua causa, permaneça a uivar com os teus lobos."
O canto dos lobos e das chamas estalando a madeira continuaram...
E quem disse que Lua e Sol nunca poderiam se encontrar?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Não é humano errar assim.

Gostaria de poder me trazer nos braços neste momento. Me sinto tão pequena, tão baixa... eu sou o meu único consolo. Meus erros me irritam, me corroem.. não aceito errar. Não é humano errar assim.
Destruindo sorrisos, rompendo fortes abraços, desfiando o cetim na selvageria das minhas garras... imbatíveis. Acontece que ando me arranhando por dentro, tornando-me áspera e cada vez mais fechada. Tenho vergonha de ter a capacidade de abraçar alguém agora. Se não posso ser doce com quem mais precisa da minha delicadeza, com quem mais necessito ser?
Não quero parecer rude, não quero deixar de ser quem eu era. Queria realmente voltar à infância.. só para consertar tudo que fiz de errado. Meus enganos não são comuns... Não é humano errar assim.
Quero fugir do mundo, quero esconder esse monstro que existe dentro de mim... quero que todos entendam que eu não quero destruir tudo... eu só estou passando por uma fase... Aquele Lestat da minha existência, lembram-se?
Suga-me as forças, a doçura, a utilidade. Não me sinto útil; e nem capaz... sinto-me apenas superficial, tonta, idiota como nunca antes.
Agora não adianta mais, estou arruinando meu próprio alicerce. É ingratidão, é desleal errar assim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

aos analfabetos do sonhar.

Algumas pessoas acabam perdendo o
Brilho no olhar quando se trata de sonhos, simplesmente por terem medo da perda de tempo em um
Caminho mais longo. O que não sabem elas é que me preocupa pensar no fato de que o atalho talvez seja frio e obscuro o suficiente para bloqueá-las, num tal
Drama... temor da vida. Sonhar não é apenas ter
Esperança. É deixar esvairem-se os talvez mais preciosos
Fragmentos de seu âmago, em busca de um sorriso, de algo que compense a perda desses pedacinhos de tesouro que existem dentro de cada um. É deitar sobre a
Grama orvalhada para ver as nuvens... sem visar o
Horizonte por muitos segundos... avaliando as formas claras a fugirem dos olhos, sublimando... deixando a
Imaginação tomar frente de seu momento de reflexão. De que custa sonhar se não se sabe o que pedir aos céus?
Jamais desistir do que diz a mente e o coração é importante, por mais que os não-sonhadores lhe arruínem o dia, pincelando-lhe óleo sobre tela de
Lembranças infelizes suas. Não quer dizer nada, leitor; apenas sonhe sem olhar para trás. A
Miopia psicológica dos que não sonham lhes encurta os braços e os pobres limitados acabam por contentarem-se com o que lhes toca as mãos... como uma ave que desconhece o poder das asas e tomba do
Ninho, levando aos olhos o azul do que poderia ter sido desbravado se tivesse confiado em si mesma.
Observar a natureza é a primeira etapa para dar
Passos firmes pelo caminho mais longo, sem medo das pedras que poderá encontrar,
Questionando se o tropeço é mesmo necessário, visto que pedras também podem elevar aquele que decide por escalá-las, por menores que possam ser. E então surge um
Resquício de sorriso após toparem os pés com o rígido mineral bruto. Vitória... alcança-se o topo do desafio. As
Surpresas vêm concomitantemente com
Torrentes, muito embora só esperemos pelo momento de sorrir. O segredo está em
Usurpar o poder do tempo, mostrando a ele que somos capazes, todos, sem exceção, de preencher
Vazios que só surgiram pela ausência de nós mesmos, como uma
Xenofobia interior, onde o homem, por não perceber o que o rodeia, não alcança um sonho... e ele torna a
Zangar-se.

terça-feira, 1 de junho de 2010

o pincel de um francês.

À espera do lívido eqüino, acariciava as tranças desfeitas com o corpo tornado frente à luz do dia. Folgado estava o espartilho rubro tal qual as maçãs e os doces lábios, estes entreabertos em sinal de conforto. Sobreposta ao espartilho, a bata já amarelada do uso comum, largava os bufantes pelos ombros lisos, de traços delicados, ombros joviais.
Os dedos em ângulo com a mão de pétala, presas aos braços roliços da jovem, intercalavam-se com os extremos inferiores dos fios cúpreos, a fim de desfazer-lhes os últimos nós.
Desenho curvo, sutil, leve... deixava escapar sempre uma ponta de tensão causada pela longa espera, assim como os olhos, realçados por uma gota enamorada de brilho raro.
E assim apoiava-se tranquila a moça, no parapeito da janela... usando-se dos dentes de um pente para mastigar-lhe as borboletas que, em inúmeras batidas de asa por minuto, roçavam-lhe a parede do estômago.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

vaga-lume.

A neblina do futuro dia quente me envolvia em aromas e sensações distintos, o caminho úmido e macio guiava meus passos em meio a sorrisos e cirandas de folhas prestes a acariciar meus pés.
era a liberdade me tocando as pontas dos dedos como se me convidasse a participar do baile dos ventos noturnos que em valsa decoravam o campo... o riacho de um farfalhar bucólico matou-me a sede e me mostrou o que parecia um pingo d'ouro no negro e frio cetim da superfície: vaga-lume brilhando acima dos meus olhos, tirando-me a mão para uma bela dança em meio ao bosque, fazendo-me correr como nunca atrás das asinhas serelepes, distoando minha atenção com um tal de acende-apaga constante.
confusão de sentidos foi com o que me presenteou o vaga-lume... atenção voltada a ele e a mais ninguém. Somem o riacho, a neblina, a terra fértil e o trigo áureo do campo até que em um momento singular aquela jóia natural decide por parar com o brilho.
E cá estou eu, perdida em meio a árvores que não sei ao certo o que querem comigo, em meio a ululantes vozes vindas das coníferas, abaixo de um firmamento vasto e vazio, apagado. Como pôde um pirilampinho desses levar-me tão longe?
Resgata-me, resgata-me.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

nuvem.

Caminhei pelos altos e baixos de uma cadeia montanhosa tão íngreme que tirar os pés do chão foi a única solução para os meus problemas.
De fato estou nas nuvens... dorme um anjo cândido ao alcance dos meus olhos.
Dorme sobre as asas... lânguido, num ressonar sublime. Escorro minhas mãos pelos fios marronados e longos dependurados sob uma auréola ofuscante e observo que, à medida que os carinhos terminam, o pulsar do coração busca por mais. Por mais que deve encontrar em olhares, palavras, gestos diversos.
Um ângulo de Monalisa surge nas maçãs coradas e amaciadas pelos risos sinceros fazendo com que se copie em minha face.
Sonho em meio a tal situação angelical, delicada, divina. Os mais calmos arrolos sopram de dentro de mim e envolvem a criatura em ternura... e o anjo nem sabe que bastou surgir no meu campo de visão para que eu jamais quisesse voltar ao que se chama de solo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Lestat.

Devoram-me numa incomparável selvageria, consomem minhas energias, minhas forças, meus resquícios de bom pensamento. Escorrem meus sorrisos em sangria por suas presas indestrutíveis, inevitáveis. Malditas atitudes, maldita fase da minha vida.
Mudam-me, engolem minha pureza e inocência - ou o que sobrou delas - saboreando a vitória. Suspiro ainda acreditando que possa sobreviver a isso tudo, como se voltasse à minha gênese - mas, meus amigos, todos sabem que é impossível voltar no tempo... ainda mais com tudo o que caminha e escorre como magma escaldante pelo vazio do que ainda pode se chamar de encéfalo.
Se o homem realmente se preocupasse com seu futuro, estaríamos vivendo em harmonia... o planeta não teria de ser recoberto por sua mortalha ao invés do que hoje chamamos de atmosfera.
Maldita sociedade, maldita fase da minha vida.
Lestat de minha existência, - sociedade maldita- deixe-me livre para partir do Caos... deixe que minhas asas alcancem ao menos um sonho.
Ó Lestat de Lioncourt, sou jovem demais para sucumbir às suas presas.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

um engano comum.

Te ouço dentro de mim como se nem minha mente pudesse falar mais alto,
te sinto como se tudo que eu fizesse fosse guiado pela vontade de te ver feliz outra vez,
te valorizo, porque aprendi o que é amor com você.

Te admiro, porque sei que se eu não tivesse você, nada seria como hoje.. e talvez minhas atitudes para com o mundo fossem vazias.. só pra aplacar algumas dores.
Não posso te ter em minhas mãos, mas te guardo no âmago do que se pode chamar de sentimento,
Não posso viver se, dentro de ti, nada pulsar.
Não posso reclamar de minhas lágrimas, se tudo que elas fazem é te trazer à flor da minha pele.

Equilíbrio só existe se eu mantiver meus pensamentos em ordem para você
Paz só existe se eu te fizer pular dentro de mim como se cada dia fosse o último, como se o sol só nos mandasse um raio por dia, como se o vento parasse de bater, como se a lua desaparecesse do céu.
Amor só existe porque uma figura o representa mundialmente: a sua.

E aos leitores que pensam que respondo por apaixonada, enganam-se como nunca.
Falo aqui de quem realmente me faz pulsar a vida

Falo aqui somente do órgão que não deixa de se aplicar às condições acima; o coração.


Nota: a maioria dos leitores se engana quando pensa que meus textos falam de amor. Muitas vezes falam de uma palavra, de uma atitude, de um gesto... só o que faço é personificar o assunto até lhes parecer o amor da minha vida. Esta foi uma dica interessante para os que pensam que meu blog é melado ou adolescente demais. Enxerguem por trás dessas linhas e sempre entenderão o que eu quero dizer.


domingo, 25 de abril de 2010

sobre a felicidade.

Dizem os fracos que a felicidade está a uma lágrima de distância; pois eu acho que uma lágrima não basta.
Outros dizem que ela só é real quando dividida - aí eu concordo.
não porque, junto com alguém, ela deve ser conquistada. Mas porque cada um tem que ter a sua.
Quando a outra pessoa vai embora, pode até levar seu coração, mas nunca a sua felicidade. Sua felicidade é o que te mantem de pé e pronto para novas peripécias na vida, mesmo que não amorosas, já que levaram seu coração.
Eu deixei que levassem um pouco da minha e hoje fico tentando me adaptar a uma sociedade hipócrita, falsa, materialista e superficial na esperança de encontrar alguém igual a mim.
Um lado de mim diz que não vou encontrar - porque a minha felicidade está no outro, o que levou meu coração.
O outro lado de mim diz que eu vou encontrar - porque se o mundo todo fosse hipócrita, falso, materialista e superficial, já teria explodido.
Eu não sei, parece que quando levam sua felicidade, você se sente incrivelmente bem por uns instantes.. e depois não encontra lógica em nada.
Aprendi que o necessário é dar o primeiro passo e não duvidar do que você seja capaz de fazer (tanto para o bem, quanto para o mal)
Eu não quero mais ser assim... basta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A gente aprende.

O tempo passa e um dia a gente aprende que é melhor ter um pássaro na mão do que 100 dólares.
A gente aprende que todo mundo nasce chorando pra viver uma imensa infância de sorrisos sinceros.
A gente aprende que cada olhar é único, cada minuto é único e só se vive uma vez.
A gente aprende que a lenha se submete ao queimar pontiagudo do fogo para aquecer nossa noite ao lado de quem a gente ama.
A gente aprende que não é à toa todo tesouro estar enterrado, por termos que ser humildes a ponto de cavar.
A gente aprende que no topo do Everest só tem gelo, quem não desce, morre lá em cima mesmo.
A gente aprende que após a noite, sempre vem o dia... e quando estamos no melhor dos sonhos, somos interrompidos por um dia frio.
A gente aprende que atravessar a rua para não dar esmola não vai fazer com que a fome se cale
A gente aprende que se ainda brilham estrelas milenares, por que uma esperança não há de brilhar em nossos firmamentos chamados Coração?
A gente aprende que na vida, poucas pessoas passam verdadeiramente, sem medo de nos acordar. A maioria passa na ponta dos pés, sem ao menos podermos conhecer um pouco de seus abraços.
A gente aprende, finalmente, que ainda existe um mundo, que ainda existe um único céu cobrindo a gente... a gente aprende que nunca devia ter acabado...

...a gente aprende o que, um dia, devia mesmo era ter ensinado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Atos.

É como se não existisse outra coisa.
Por três dias pensei em como um olhar, um abraço e um sorriso foram fatais para que eu me sentisse perdida somente entre dois corações - o meu e o seu.
Mas não há maneira de lhe falar; a delicadeza é tanta, a deste sentimento, que meus passos não se firmam nas calçadas da vida e passam cegos pelas pedras. Pelas flores, eu não lhes digo o mesmo: o passo se mantém estagnado por uns instantes, até que um choque de realidade o faça seguir. Choque este que é causado pelo fim dos nossos breves e raros abraços, choque este que me leva a sonhos profundos por incansáveis dias.
No primeiro dia só pensei em como havia sido bom aquele desvio de olhares... não se encontravam por nada, meu Deus! Timidez.
No segundo dia, me culpei até o fim por não ter te segurado mais um pouco, não ter te falado o que realmente estava sentindo naquela hora, não ter demonstrado tanto carinho. Arrependimento.
No terceiro dia, passo por nossa conversa como se nada houvesse acontecido dentro de mim, tentando mascarar o palpitar deste coração que te busca, tentando conter os sorrisos involuntários que você me causa. Cena.
Os céus que me escutem, mas espero que o quarto dia me traga o fim dessa armação teatral, que começa no medo de ir ao palco, passa pela vontade de não encenar mais e pela apresentação. Que o quarto dia me leve aos agradecimentos, onde poderei finalmente, deixar de ser esse personagem pra você.

terça-feira, 13 de abril de 2010

e mais uma vez...

... o dia descansa com um suspiro ingênuo e esperançoso.
Ela olhava através do espelho, vendo refletidos os olhos embebidos em gotas do que parecem ser memórias perdidas, cortadas, vetadas pelas mãos daquele homem. As pobres gotas não se aguentavam mais: pendiam das janelas da alma como se não houvesse mais chance... melhor mesmo é desmanchar ao longo do rosto alvo e agora frio do que acumularem-se dentro de um coração palpitante e ter de procurar um espaço em meio aos pontos de desespero.
Os ombros próximos ao rosto, como se um abraço a envolvesse, a tornaram mais pálida do que o natural: olhou através dos olhos marejados de seu reflexo - pois desconfiava serem seus - e viu que suspirar não era em vão. Em algum lugar do mundo ele estaria ouvindo o cair das lágrimas como se ouvisse a um dilúvio, ele ouviria e ela o confirmava: ele voltaria.
Ele, talvez, querida - diziam os olhos - mas nunca o que você sentiu... só o que resta são estas simples lembranças em tuas lágrimas. - E tornavam a jorrar do doce néctar de ingenuidade.
Passava a mão nos cabelos arruivados como se o macio dos cachos suavizasse o coração.
Olhou firme para o espelho, mais uma vez: ele voltara e estava a dois passos dela... com uma aliança cor de prata na mão direita. O bloqueio, o cadeado, adeus ao sonho.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Duas flores no abismo.

Eu quero entrar de cabeça, eu juro que quero! Eu quero colocar um pouco de mel em nossas conversas, alguns segundos extras nos nossos abraços, eu quero colocar meu coração nas suas mãos e não consigo.
Não consigo porque é difícil pensar em arriscar... alguém disse certa vez que o amor é uma flor delicada, mas que deve ser colhida ao romper de um abismo, e é verdade. Meu abismo aparecerá no momento em que eu te disser o que sinto e todas as nossas conversas forem arruinadas por um monstro chamado 'timidez'. Meu abismo aparecerá na hora de dormir.. onde todos os meus pensamentos se concentram na forma dos seus olhos quando você sorri, no seu jeito de gargalhar calado, nos seus movimentos leves e quase imperceptíveis.
Nesse caso, diria que há mais de uma flor na beira de meu abismo particular... uma delas é o que eu sinto, e a outra é o que eu ainda estou por sentir.
São coisas completamente diferentes - sim - e essa segunda é a que sempre me faz cair.
O medo de dar tudo errado outra vez, o medo de não ver os seus olhos quando você sorrir outra vez, o medo de algum país te levar embora outra vez...
Algo me bloqueia a mente quando penso em te contar. Tenho coragem o suficiente, só me falta a garantia de que um dia, tudo que a gente conversa vai se manter e só o que vai mudar são as chaves para as portas que nos levam à intimidade e aos nossos corações: nos serão dadas as corretas dessa vez.
Eu te prometo que te farei o mais especial possível, o mais feliz que eu puder... te farei sorrir ao me abraçar, um dia... ah... um dia!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Na ponta do lápis.

Coloque em uma lista os homens que te deram valor, os homens que te abraçaram verdadeiramente, os homens que não queriam só uma comidinha por semana, os homens que não ligam de apenas sentar e conversar, desde que seja com você.
O mundo muda o tempo todo, e todas nós - mulheres - sabemos que as meninas da 'night' são criadas por homens que alguma vez as machucaram, fazendo com que elas tivessem horror a relacionamentos. Mas então... quem criou o homem de hoje em dia?
Esse homem que não sente absolutamente nada por ninguém, esse homem que te derrama uma lágrima pra poder sorrir, esse homem que diz que te ama só pra te deixar na mão dele...

Você sabe desenhar? Quando desenha um homem, o que pensa? 'puxa... esse cara seria perfeito pra mim'
é claro... você tá colocando no papel, tudo aquilo que você sonha em ter ao seu lado. É sempre um cara musculoso, bonito, sexy e sorridente, mas acima de tudo... é um homem no qual você pode depositar sua confiança, é um homem que não vai sair do papel pra te fazer sofrer, é um homem que só vai ficar o tempo todo ali, sorrindo pra você, abraçando você, vendo a lua com você. É um homem que tem dentro dele, todos os seus sentimentos, e sabe respeitá-los, sem deixá-los voar com o primeiro vento que apareça.
O mais legal de sabermos desenhar é que metade dos homens que queremos no mundo estão nos nossos esboços.

terça-feira, 30 de março de 2010

do outro lado do oceano.

Você já se sentiu como se todos os seus sonhos estivessem justo no seu horizonte, onde você não pudesse alcançar, mas pudesse vê-los vindo?
Já conversou com um cara absurdamente perfeito no Omegle e nunca se esqueceu dele?

é assim que eu me sinto... tudo ao meu redor parece fantasia... ando pelas ruas virando a cabeça para todos os lados. Estou errada. Meu príncipe não vai tropeçar na calçada em que estou andando, não vai procurar uma moeda que caiu perto dos meus pés, não vai me perguntar que horas são... mas eu não canso de pensar em como pessoas insignificantes aparecem do nada em nossas vidas e da mesma forma que apareceram - do nada, - vão ganhando brilho, cor, luz, voz e um espaço no coração.
- e à medida que ganham espaço no coração, ganham capacidade de nos fazer sofrer por elas e assim começa um amor.
Por isso que eu digo: os platônicos são sempre os melhores... você não precisa se preocupar com a reciprocidade.
mas será que são mesmo?
você prefere um cara que te pareça perfeito e te faça imaginar mil e uma histórias durante a sua aula mais importante ou um cara que - simplesmente - consiga te fazer sorrir com um abraço e tenha chegado na sua vida sem significado nenhum?
Chega da vida de Omegle... chega de sonhar com uma caravela, sendo que uma canoa está ao seu alcance.
Viaje, sinta a brisa do mar que te leva pela vida... e lembre-se de que o horizonte sempre será fácil de te fazer sonhar... e impossível de ser alcançado.

domingo, 21 de março de 2010

Recomendações de um CD.


Para você, caro leitor, que nunca reparou nas recomendações de um CD gravável, venho até aqui nesta tarde dizer que vale a pena conversar sobre elas com algum amigo seu.
Eu resolvi fazer isso com o meu grande amigo Bhe (Tio Bhe, para os íntimos ;D) e chegamos a belíssimas e tocantes conclusões sobre as imagens acima vistas.
Em ordem, então... numeramos as recomendações de 1 a 7 e suas devidas legendas.

  1. não deixe que gotas de água pairem de 10% a 90% sobre o seu CD
  2. não atire bolinhas prateadas no seu CD
  3. não use canetas para CD no seu CD
  4. não coloque uma tira de papel em cima do seu CD
  5. não brinque de DJ com o seu CD
  6. não meça a febre do seu CD
  7. não faça uma balada no seu CD e nem deixe que setas brancas o pressionem para baixo.

o que quero demonstrar aqui é que é muito mais fácil ver as coisas pelo seu lado engraçado e fictício...
obrigada, Bhe por me fazer ver esse lado das Recomendações de um CD (:

Pictures and some memories...

...will have to help me through.

Essa frase de Dear God regeu meu dia de hoje. Procurei por tudo quanto era tipo de memória a fim de rir com minhas dark past stories. Quem nunca criou um fotolog na quarta série cheio de declarações de amor em entrelinhas? - tá... pode até não ser tão comum, mas eu já fiz isso! hahaha
Reli conversas que marcaram meu coração, reli letras de música que criei, toquei as que tinham melodia, fiz um chá mate com bastante açúcar...
Foi bom passar um tempo comigo mesma, embora eu reclame disso o tempo inteiro. O segredo, na realidade, é saber olhar pra dentro de si sem ver os vazios... vazios são o principal caminho para aquela solidãozinha que a gente sente quando vê um casal no shopping, sabe?
Eu agradeço por estar sozinha; - em partes, claro. - pelo menos eu consigo aprender a lidar com isso . . .









Ainda não consegui... confesso.


quinta-feira, 18 de março de 2010

pessoas que fazem a diferença.

Hoje confesso que estava me sentindo extremamente solitária e tristonha.. até eu ter aula com o meu professor de física. Eu aguardo ansiosamente pelas quintas feiras... assim poderei ter 50 minutos de alegria e mais um dia inteiro de recordações. Gosto muito dele.
Passei a aula toda ainda triste, até que meu professor imitou um de meus personagens favoritos de um dos incríveis filmes da Disney - não lhes direi qual, se não perde a graça.
Dei risada com ânimo em ver tal imitação e pronunciei mais uma das frases feitas do personagem.
Ganhei o gesto do dia: um sorriso do meu professor...
no final da aula, ele veio conversando comigo até a saída do colégio e - nossa! - como aquilo me fez bem!
Contou-me alguns de seus problemas, misturados com um pouco de suas alegrias.. e bastou.
Colocou-me um sorriso no rosto... voltei pra casa feliz.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Reflexão pós Shakespeare.

Me ocorre à mente uma espécie de reflexão ao ler o texto O menestrel de William Shakespeare.
Todos nós, até mesmo os mais ignorantes, podemos compreender a mensagem que este traz e a magnitude de cada palavra nele contida. Todos - todos MESMO - passaram, passam ou passarão por situações como as que foram por ele descritas e é isso que me faz dizer a todos vocês (meus amados 4 seguidores.. hahaha) o quanto é importante pensarmos nele. Mesmo que você não tenha passado o mesmo que eu... esse texto não é e nunca será um motivo para o chamado spleen, embora muitas pessoas o vejam assim. Spleen, pra quem não sabe, é um tédio causado pela vida... não esse tédio que nós adolescentes sentimos num domingo à tarde... não.
tédio de inadaptação às condições da sua vida... vontade de nascer outra vez, encarar a morte como solução de todos os seus problemas.
A dúvida, a pressão, o medo, a insegurança, o fracasso... são assuntos tratados pelo texto, mas isso não quer dizer que seja um texto triste, pelo amor de Deus!
Só prova que cada vez mais temos de encarar a nossa vida e resolver mudar... mudar sempre para que um dia, possamos olhar pra trás e pensar: "olha só tudo o que eu aprendi!"
Shakespeare, como sempre foi muito sábio em suas palavras.
O que me faz contradizer a todos os que choram sentindo-se tristes pelas coisas da vida é o final tão claro, tão óbvio que deve chegar a passar despercebido por essas pessoas:

" (...) E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

Quem puder depois leia na íntegra, mais saibam que depois de ler, terão vontade de escrever alguma coisa igual sobre a vida de vocês.

domingo, 7 de março de 2010

faça dele um inseto.

Percebi ao longo desse ano que não basta a gente querer, não basta a gente amar, não basta a gente sofrer.
Não é suficiente - pra ele - dizer quantas noites você passou em claro, nem relatar as memórias que te perseguem.
Não basta amá-lo de longe sendo que você pensa nele 24 horas por dia... e ele nem lembra que você existe.
Não basta fingir que ele não faz parte da sua vida. Apagá-lo do msn só irá marcá-lo mais ainda no seu coração.
Sentia-me um inseto, um grão de areia... as gotas de chuva caíam sobre mim e eu não tinha, então, a capacidade de me mover... eu tinha medo, eu era insegura.
Percebi ao longo desse ano que não basta a gente querer, não basta a gente amar, não basta a gente sofrer. Porque caminhar é tão duro quanto desistir e um inseto só sobrevive se passar pelos obstáculos de um jardim. Para ele, uma flor é uma ameaça. Para nós, é o que há de mais belo.
Faça de quem te cutuca o coração, o próprio inseto.. crie repulsa dele antes que seja tarde... ou você ficará apaixonada pelas pintas da joaninha, pelas cores do besouro. Seja a flor: bela demais para todos e a sombra que inebria o caminho do inseto.
Chega de sofrer. A partir de hoje, abro meu coração.

quarta-feira, 3 de março de 2010

a arte de ser entendido pelo mundo.

Todos falam em profissões do futuro. Fazer o impossível, criar e recriar, ter sede de arte, de cores, de sons. Tecnologia.
Existem pessoas - que eu admiro - que conseguem criar o que os críticos lá fora estão esperando...
Eu não. Crio o que me dá na telha e queira ou não queira, isso gera crítica negativa. Uma cereja não precisa ter sentido erótico não! Pode ser apenas uma fruta bonita de se ver, com cores vibrantes, - e mais - uma fruta que não se vê todos os dias! Qual a graça de tirar foto de uma maçã?
Você vê aquilo todos os dias, seu cérebro cansa de ver a mesma coisa sempre... é preciso surpreender os olhos, o coração... tocar quem visualiza seu trabalho!
E é por isso, meus caros, que eu tiro as fotos que bem entendo... minha arte é ser inesperadamente fotógrafa. Nem que sejam coisas simples e pequenas... mas são sempre belas e marcantes.
A profissão do futuro é saber ser bem visto pelo mundo.. porque hoje em dia, tá difícil.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

todo tempo é muito.

Quando se está longe, quando se espera, quando se perde.. mas o que é preciso entender é que quando se está perto, quando se conquista também.
Falar sobre tempo é delicado, pois é a única coisa que o homem não aprendeu a controlar, além de seu próprio coração... e é por isso que eu - e nem você - vou me atrever a falar que o tempo isso ou o tempo aquilo. A única certeza que temos sobre o tempo é que ele passa e jamais volta, mas podemos repetir momentos quantas vezes quisermos. Veja bem.. eu disse repetir. Reproduzir, copiar, igualar? impossível. Cada segundo é único.

Por que só quem tem câncer consegue perceber isso?

Não viva cada segundo como se fosse o último, mas como se fosse o único.

Hoje resolvi falar sobre tempo, pois ele está passando... e eu o perdi por 1 ano. Perdi porque pedi que ele passasse, mas isso ele já faz. Nunca peça a alguém, algo que faça muito bem, pois essa pessoa há de se estressar com você e fazer o contrário. É como uma criança teimosa.

Parei de exigir demais do tempo e agora ele está a meu favor. Espero que junto com ele, estejam minhas esperanças.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ventania.

Uma vida começa a ser construída de acordo com os objetivos de quem a possui e cada vez mais isso se perde. Existência não é vida, não é aproveitar cada segundo como se fosse o último. As pessoas existem e somente isso; se deixam levar pelo vento da sorte com uma pitada de 'stress' e assim deixam de perceber as flores que aparecem em seus caminhos.
Encarar um problema como exclusivo e inédito faz cada pessoa cada vez mais preocupada e o adulto volta a ser criança: requisita ajuda para caminhar, para crescer e principalmente: deixar de apenas existir e começar a viver, deixando marcados seus planos, amores, ideais. É comum esquecermos disso tudo enquanto crescemos.
O importante é lembrar de um tempo onde um vento forte te ajudava a voar e não a cair. Seria perfeito o mundo onde não se precisasse de asas para alcançar sonhos e estrelas, mas já que não estamos nele, que os ventos nos ajudem a reconquistar o que um dia ousaram levar de nós.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

as manias.

Acho curiosas as pessoas que acreditam em manias revolucionárias, sei lá, manias que dominam o globo. Como também acho as próprias um tanto intrigantes. Exemplo: aquelas mulheres que rabiscam um post-it ao falar no telefone - se o post-it/guardanapo/caderninho/papelzinho não estiver lá, só falta ela não atender.
Outra mania engraçada é a de coçar a cabeça para pensar. Quem nunca reparou, repare: seu pai sempre vai coçar a cabeça durante um memorável jogo de xadrez com aquele seu tio que é 'campeão'; e se você quiser ganhar uma mesadinha extra, aposte com o seu pai sobre a coçadinha no couro cabeludo. ( Como se a caspa do seu pai fosse ajudar a recuperar aquele bispo que está encurralado )
E aquelas pessoas que falam 'hãnglês'? haha balbuciam uns 10 'hãns' a cada frase do inglês: "I .. hãn.. want some.. hãaan.. water, please!"
Tem aqueles que em vez de falar o 'hãn', falam 'beleza', 'ok' e outras palavrinhas que você não aguenta mais ouvir.
Manias me irritam, numa boa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

relationship.

É triste ver como as pessoas andam se perdendo em relacionamentos.
Dizem 'eu te amo' num dia e 'vá com Deus' no outro. O verbo 'amar' nunca deve ser conjugado no passado: ou nunca se amou, ou se ama para sempre.
A maioria confunde amor com paixão, momento, prazer ou o simples fato de estar com alguém. Não existe querer ver uma pessoa que você ama sofrendo por não estar ao seu lado. Não existe bloquear a sua ex no msn porque ela descobriu que tá a fim de outro cara. Não existe dizer que ama alguém, se você quer ver esse alguém sofrer por você.
Amar não é possuir, amar não é desejar e - principalmente - amar não é querer ver ninguém chorar.
Não gosto quando as pessoas confundem conceitos... isso me irrita tanto...

Agora - vendo o amor se perder - eu sei o que sente um caranguejo: sempre olhando para frente, para seus objetivos, para o horizonte... e por andar de lado, nunca consegue alcançar tudo isso.

Vocês nunca irão alcançar o que querem se olharem para o defeito do outro como um erro - já que você estará cometendo o maior de todos: não saber olhar para si mesmo.
O príncipe encantado só surge para as princesas mais belas e isso não acontece a toa ;D


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ensaio sobre o tédio.

Nunca vi - em todo meu tempo de internauta - tantas pessoas reclamando do tédio simultaneamente. Tédio é aquilo que sentimos quando a vida nos sacaneia a tentar encontrar algo para fazer no meio de uma tarde em São Paulo - ou em Curitiba ( lembranças ao Phil ) - com os termômetros marcando 33 graus celsius, no meio do feriado do carnaval.
É uma sacanagem e tanto.. e assumo que o tédio ainda me persegue.
O que fazer quando o tédio invade seu computador, sua televisão e faz seu livro parecer uma bíblia escrita em braile?
desafie-o.
Desafiar o tédio é tão difícil quanto se livrar dele, mas vamos lá... faça o que realmente gosta!
Eu gosto de tirar fotos... e assim o fiz. Pode até ser que minhas fotos tenham ficado.. er.. estranhas (vide exemplo ao lado).. mas garanto que ao mostrar para seu amigo incrível de Curitiba, dará boas risadas.
Assim você mostrará ao tédio que ele pode existir, mas nunca te fazer parar sua vida para sentir um ventinho bater na sua cara. Esse ventinho será o tapa da vitória, a bandeira xadrez, o fim da competição, o grito do Galvão Bueno... ok. Vocês já entenderam.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

aos solitários.

Hoje, 14 de fevereiro, é o dia de São Valentim, também conhecido pelos norte-americanos como o Valentine's Day.
Sei que não sou a única a passar esse dia especial sozinha, não sou a única a esperar uma simples rosa ou um simples cumprimento. Por isso escrevo aqui hoje que não é preciso se preocupar.
Os solitários, meus caros, são muito mais valiosos do que os que têm alguém ao lado. Isso porque solitários - assim como se diz na linguagem das jóias - mostram seu brilho de maneira muito mais simples!
O que seria de um solitário se não fosse seu desejo de amar? Solidão é a principal porta para o romantismo, mas confesso que é uma porta um tanto dolorida - se é que é possível dizer uma coisa dessas de uma simples porta. O que quero dizer é que não é fácil sentir-se sozinho em Valentine's Day.. mas faça de seu brilho interior e sua força seus valentines (:
Você não precisa e nunca precisará de uma outra pessoa para reconhecer o que tem de maravilhoso dentro de você! Levante a cabeça e finja que o Johnny Depp só não te mandou flores porque está em Paris ;D

sábado, 13 de fevereiro de 2010

a vida é um quebra-cabeça.

Os quebra-cabeças são um ótimo exemplo para o que acontece em nossas vidas. Muitas vezes ele não está completo e a ausência de uma única peça irrita profundamente aquele que o constrói.
Procura-se essa peça por todos os mínimos cantos, mas um quarto parece gigante quando se procura uma peça de uns 2 centímetros. A unica maneira de esconder o buraco no quebra-cabeça é dar um jeito de reproduzir a peça que falta de uma maneira tosca e imperfeita.
Sucesso? não. Ninguém percebe quando vê seu lindo quebra-cabeça de longe, mas sua mente insiste em pensar no que acontece com aquela pecinha que falta... pode estar completo, mas seu quebra-cabeça jamais será perfeito.
Assim é com a vida... só nota o que te incomoda em você mesmo, aquele que está ali... ao seu lado... perto de você pra ver que a peça caiu no chão. E essa pessoa vai te ajudar a procurar o que falta na sua vida, tornando-se a última peça do mais perfeito quebra-cabeça.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

personificando o violão.

Não são mãos delicadas as que acariciam o instrumento, mas posso lhes garantir que são no mínimo cuidadosas. O violão é um corpo onde se toca com o máximo do pudor e do respeito; é o único homem em que se confia cegamente, o único homem que te cerra os olhos e te faz divagar pelos mais belos campos...
O mais incrível do violão é poder machucá-lo sem medo. Arranha-se as cordas, apalpa-se o braço, abraça-se o corpo com segurança e o seu senhor ao menos reclama, pois se chora, chora com uma graça tipicamente brasileira. Aos que amam um violão, saibam que os compreendo.
Saber amar um violão é o mais belo desafio de um músico. Não só com o violão, mas não citarei outro instrumento senão esse, já que é dele que usufruo em meus momentos mais... silenciosos. Enfim, voltando ao assunto, saber amar um violão é saber olhar em seus olhos sem os ver... é saber sentir falta dos dedos correndo pelas tantas casas que ele comporta e o principal:
é saber que ele confia em você... em mais ninguém.
e é por esse motivo, meus caros, que é tão difícil tocar uma música que seja num violão de outra pessoa. O violão do 'fulano' não confia em você, e jamais confiará.
Seu violão é seu melhor amigo, saiba disso.

o meu olhar.

De forma curiosa, as coisas aparecem em nossas vidas. Assim foi comigo. Eu sempre pensei ser uma garota sem talento, ou pelo menos com as artes reprimidas e acuadas dentro de mim, como se meu maior predador fosse eu mesma. Eu tinha medo de ser artista, tinha medo de não reconhecerem meu valor e por isso, sempre amei minha arte, mas fui muito modesta e cuidadosa ao exibí-la.
Fiquei em dúvida: seria minha arte a música? o desenho? ou minha arte era ser uma adolescente vaidosa?
descobri que - além de tudo isso - eu ainda tinha um privilégio.
poucos têm o que eu tenho, meus caros: um olhar minimalista e delicado que em vez de ver o todo, enxerga em primeiro plano as coisas simples da vida. Maior arte não existe...
e canalizei essa visão para uma capiciosa missão: ser fotógrafa.
Há aqueles que se realçam por ter um olhar de mar, os que têm olhares profundos... o meu olhar é diferente, eu juro. É um olhar de vidro: além de ser único quando colocado por trás de uma lente, é um olhar que se quebra facilmente e é por isso que eu tomo o máximo cuidado me orgulhando do que faço.
Pode até ser que minhas fotos sejam apenas o princípio de uma carreira, mas para mim são as melhores que eu já vi. Sabem por quê?

...

porque eu descobri o que realmente amo fazer (:


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

a ideia.


Paulo Leminksi sempre me surpreendeu em sua maneira de escrever. Simples e profunda, interessante e até cômica.
Algo me chamou a atenção enquanto lia alguns de seus poemas: passei por uma página simples, onde havia centralizada a palavra "Perhappiness". Me peguei em um momento básico de reflexão... poxa! Ninguém no mundo é 100% feliz; sempre há um 'talvez' na felicidade dos outros - digo, dos outros porque a minha é garantida.
o 'talvez' que diz "talvez sairei com meus amigos pra rir hoje a noite - prefiro ver a novela das 8."
no entanto, o 'talvez' que diz "talvez você não saiba o que está perdendo" também pode ter razão, sabia?
e é por isso que escrevo: porque acho que meu momento de duvidar da felicidade acabou.

o título.


Less Perhappiness. Um trocadilho incomum da língua inglesa que nos permite refletir bastante, não?
Abaixo a incerteza de felicidade, meus caros. Uma pessoa tem - todas elas, na verdade - o direito e o dever de ser feliz da maneira que julga "correta". Seja ela através de um sorriso, um gesto, uma palavra, uma boa grana, uma ilha no caribe, um sonho, um desejo.
Sou feliz porque gosto das coisas mais simples da vida, porque sonho alto. E sonhar alto não é só tirar os pés no chão... é ter a certeza de que algo se irá alcançar. Quanto mais alto o sonho, maior a esperança de alcançá-lo um dia... e então as portas se abrem.
Me diga então - o que te faz feliz?