terça-feira, 18 de maio de 2010

Lestat.

Devoram-me numa incomparável selvageria, consomem minhas energias, minhas forças, meus resquícios de bom pensamento. Escorrem meus sorrisos em sangria por suas presas indestrutíveis, inevitáveis. Malditas atitudes, maldita fase da minha vida.
Mudam-me, engolem minha pureza e inocência - ou o que sobrou delas - saboreando a vitória. Suspiro ainda acreditando que possa sobreviver a isso tudo, como se voltasse à minha gênese - mas, meus amigos, todos sabem que é impossível voltar no tempo... ainda mais com tudo o que caminha e escorre como magma escaldante pelo vazio do que ainda pode se chamar de encéfalo.
Se o homem realmente se preocupasse com seu futuro, estaríamos vivendo em harmonia... o planeta não teria de ser recoberto por sua mortalha ao invés do que hoje chamamos de atmosfera.
Maldita sociedade, maldita fase da minha vida.
Lestat de minha existência, - sociedade maldita- deixe-me livre para partir do Caos... deixe que minhas asas alcancem ao menos um sonho.
Ó Lestat de Lioncourt, sou jovem demais para sucumbir às suas presas.

Um comentário:

  1. Maldita sociedade. Vamos matá-la! MUHAHAHA

    Amei. Eu já disse que escreve incrivelmente bem?

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