Tal garota clamou pelo nome do rapaz e ele se virou... e pronto: o coração sofreu segmentação holoblástica desigual. Como ousava ele tomar tão grande espaço de um coração que já tinha dono?
O ambiente parou e em poucos segundos só haviam eles três: coração dele, coração dela e o mármore... este último transpirando por debaixo do salto e do all star.
Cria-se, então, uma atmosfera nostálgica dos tempos em que ambos sentiam vontade de se abraçar e não conseguiam realizá-lo por mais de três segundos. A nostalgia se quebrou com um enlace de consideráveis segundos extras, onde ela seguramente pôde duvidar da realidade.
Se o amava? Não é possível determinar... mas o olhou de forma singularmente pura - e ele sentiu.
O mármore vibrava em pulsos espaçados causados pelo coração trazido ao peito dela. Num único desses espaços, pôde sentir tudo o que queria naquele momento.
... e era ele o que ela queria.
Esse "segmentação holoblastica desigual" me matou, coisa de pessoas que estudam biologia. HAUHAUI *-*
ResponderExcluirSensações, como você as define bem. O que foi esse texto, me explica? Dá até para imaginar a cena que você criou. Extraordinário, aplausos!